dedicação total à Natação Esportiva

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12 mar Bronze olímpico – Manoel dos Santos, 100m livre – 1960, em Roma.

Manoel-no-RJManoel dos Santos tornou-se o segundo nadador a conquistar uma medalha olímpica. Manoel, iniciou a natação por problemas pulmonares aos 4 anos de idade. Com 11 foi estudar em um internato e se adaptou muito bem com o treinamento de natação que era realizado em um piscina de 20m.

Em março de 1955, Manoel foi convocado para o II Jogos Pan-americanos, sua primeira seleção brasileira. Desde então, esteve presente em muitas seleções brasileiras.

Em 1957, mudou de técnico e passou a treinar com Minoru Hirano no Clube de Regatas Internacional, em Santos. Em dezembro, Manoel bateu o recorde brasileiro e sul-americano dos 100m livre na piscina de 25m, marcando 56”5.

Em 1958 Manoel bateu mais uma vez o recorde brasileiro e sul-americano, dessa vez, na piscina de 50m, onde marcou 55”6.

Na seletiva olímpica brasileira, o nadador destruiu mais uma vez o recorde, agora com 55”6, e passou a ser cotado para conquista da tão sonhada medalha olímpica.

Chegada as olímpiadas, em Roma, no dia 29 de agosto, às 8h30 da manhã, estava lá, Manoel dos Santos, PHO10010168A.ori_-721x1024nadando na raia 4 e fazendo 56”3. Com esse tempo classificou-se para as semi-finais com o 3º tempo. À noite, nas semis, Manoel com 56”3 novamente, confirmou presença na final, agora classificando com o 4º tempo, Lance Larson e Bruce Hunter (americanos) e John Devit (australiano), fizeram marcas melhores que o nosso campeão, 55”5, 55”7 e 55”8, respectivamente

No dia seguinte, chegou o momento da grande final, Manoel estava na raia 6, e sabia que teria que melhorar 1 segundo do que já havia feito para pode disputar a medalha. Ele saiu muito forte, – queria muito essa medalha – saiu tão forte, que quando respirou, estava na frente – isso mexeu com seu psicológico – não podia acreditar, tanto que na hora da virada, batei com força o braço na borda, o que fez com que seus adversário os passassem nesse momento. O que ele poderia fazer agora? Acelerar mais, e foi isso que fez. Nos 80m da prova, Manoel havia recuperado seus adversários, conquistando o bronze com diferença apenas de 2 décimos da prata e do ouro.

O nadador ainda se tornou o primeiro brasileiro a quebrar o recorde mundial nos 100m livre marcando 53”6, recorde esse que ainda durou 3 anos, até ser quebrado pelo francês Alain Gottvalles. Como recorde brasileiro e sul-americano, durou quase onze anos, quando Ruy Tadeu A. De Oliveira, em 1972 quebrou o recorde.

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